Capelle 1641
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CAPELLE 1641 / PROJETO

Quem somos

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1641: Arquétipos

O Capelle 1641 é um conjunto de Música Antiga especializado no repertório musical do século XVII. Fundado em maio de 2021 e sediado na cidade de São Pedro de Alcântara (SC), surgiu do propósito de desenvolver um raro trabalho de investigação musical em diálogo com centros de pesquisa no Brasil e no exterior. A partir de diferentes vertentes da pesquisa em Musicologia, Organologia e Processos Criativos, buscamos trazer ao público uma musicalidade viva e ao mesmo tempo genuína de poéticas, sonoridades e perspectivas artísticas que marcaram o nascimento da Modernidade.

O projeto elege como recorte histórico-geográfico o repertório romano-germânico seiscentista (isto é, aquele desenvolvido nos territórios italianos e germânicos ao longo do século XVII), tomando-o como objeto principal de nossa pesquisa, análise e prática. Dessa forma, norteia-se entre o nascimento de Heinrich Schütz (1585-1672) e o falecimento de Dieterich Buxtehude (1637-1707) como marcos simbólicos: balizas que nos permitem percorrer o arco artístico compreendido entre o surgimento do drama musical e os limites estilísticos da música seiscentista.

Há, ainda, uma história mais particular em nossa jornada: nossa identificação com a figura e a obra de Johann Vierdanck (1605–1646). Cantor, multi-instrumentista e compositor saxão, foi um dos brilhantes alunos de Schütz. Seus Capricci, Canzoni und Sonaten, publicados em 1641, foram as primeiras peças que tocamos juntos, as quais elegemos, desde então, como emblemas desta iniciativa. Assim, Vierdanck nos representa como discípulos diante dos perpétuos ensinamentos do mestre. Essa escolha, somada à estreia de sua obra, até então inédita no Brasil, constitui nosso arcabouço e razão de nossa alcunha.

Capelle: Práxis

“Capelle”, por sua vez, é um termo de origem latina, germanizado no alemão seiscentista, que designava um conjunto de músicos vinculados a uma instituição. É nesse espírito que o Capelle 1641, por meio da atuação acadêmica de seus integrantes em centros de ensino e pesquisa dedicados à Musicologia e à Práxis Histórica, vem abrindo novos caminhos para essa área no Brasil. Nessa trajetória, o projeto tem conquistado parceiros da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade de São Paulo (USP), da Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP), da Escola Municipal de Música de São Paulo (EMM), da Escola de Música de Brasília (EMB), do Conservatório Dramático e Musical Dr. Carlos de Campos de Tatuí (CDMCC) e da Sociedade Bach Brasil de Porto Alegre (SBB). Reunida em torno dessa proposta, essa ampla equipe dedica-se continuamente a desvelar perspectivas históricas que contribuam para a realização artística do nosso repertório. Com esmero característico, nossa busca fundamenta-se nas mais diversas formas de fontes documentais, que abrangem desde a escrita musical e a iconografia até o instrumentário remanescente.

Portanto, é dessa articulação que surgem também nossos instrumentos – resultado prático de uma visão sistêmica da arte seiscentista. Esse vasto inventário instrumental advém das investigações organológicas realizadas para cada projeto de espetáculo. O instrumento, nesse sentido, torna-se um vetor artístico e motor científico: é capaz de propor tanto as perguntas quanto as respostas. Por isso, o instrumentário, ampliado a cada nova idealização, permanece à disposição dos integrantes. Essa disponibilidade estabelece um elo didático entre atuação e formação, oferecendo condições concretas para o desenvolvimento das técnicas interpretativas da nossa música, além de oportunidades de formação e desenvolvimento pessoal como extensão de suas atividades acadêmicas.

Com efeito, essa perspectiva alcança também a produção científica e as ações de formação em Música Antiga realizadas pelos integrantes do projeto. Conheça nossa Pesquisa.

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